Confirmando uma tradição cênica que este ano completa 27 edições, a “Paixão de Cristo do Recife” mais um vez enche o Marco Zero de esperanças e aplausos, contanto num grandioso espetáculo gratuito e a céu aberto, a história mais antiga, evocada e celebrada da humanidade. Com realização da Roda Cultura, roteiro e direção de Carlos Carvalho, a montagem, que conta com 104 atores, atrizes e figurantes, reafirma seu compromisso com questões contemporâneas e urgentes, que atravessam e desafiam a humanidade a rever preconceitos e valores.
Esse diálogo com a atualidade, assegura o diretor Carlos Carvalho, potencializa e ressignifica as lições da história de Jesus. E os recados sobre o contemporâneo não estão só no texto, são reforçados também em toda a cenografia. Com uma hora e quarenta minutos de duração, a montagem aposta em cenários modernos e não realistas, com alicerces à mostra, feitos com estruturas metálicas de até cinco metros de altura. E em figurinos repletos de referências contemporâneas, como o uso de jeans, e também de surpresas e novidades. “Na cena do batismo, o figurino é um dos protagonistas. As vestimentas dos batizados mudam de cor, para reforçar a mensagem de Jesus colorindo o mundo.”
O texto contundente e comovente, que costura célebres passagens bíblicas a referências à geopolítica mundial da atualidade, tem, pelo segundo ano consecutivo, como grandes protagonistas, ator negro e atriz negra nos papéis de Jesus e Maria. Os personagens são vividos por Asaías Rodrigues (Zaza) e Brenda Lígia, que estavam juntos e emocionaram a todos também nas duas últimas edições.
A história da Paixão, que celebra o amor como liturgia e revolução desde os tempos mais remotos, é contada por muitas outras vozes e rostos de nomes consagrados da cena teatral local, como Albemar Araújo, no papel de Herodes; Clau Barros, como Madalena, Douglas Duan, como Caifás; Ivo Barreto, no papel de Judas; além de Carlos Lira e Normando Roberto, que viverão Pilatos e Anás. Também sobem ao palco da Paixão recifense bailarinos(as) do Grupo Bacnaré.
A Paixão de Cristo conta parte importante da minha vida pessoal e profissional. Ao deixar a Paixão de Nova Jerusalém, cujo elenco integrei por mais de 20 anos, estreamos (eu, José Pimentel, Tibi e Antônio Pires) “A Paixão de Todos”, no Recife. Com a passagem de Pimentel, convocamos o diretor Carlos Carvalho e um time de alta competência para criar uma nova Paixão. Nascia “Jesus, A Luz do Mundo”. Este ano, intitulada "A Paixão do Povo". Hoje, já se vão 27 anos que estamos a pensar, criar e mudar o nosso olhar para dar ao público algo diferente, real e contemporâneo. Mais uma Paixão, mais um caso de amor. Ao realizar este espetáculo, queremos ampliar as visões do nosso povo sobre Cristo, este ser tão iluminado que esteve entre nós.
Carlos Carvalho é diretor e autor do texto da “Paixão de Cristo do Recife”, em cartaz desde 2019. Com mais de 50 anos de palco, esteve presente em espetáculos da Paixão desde 1976, incluindo Nova Jerusalém. Nesta edição, nos presenteia com um espetáculo contemporâneo, não religioso, dramatúrgico e de ficção, com referências modernas e não realistas.
"Esse diálogo com a atualidade, potencializa e ressignifica as lições da história mais contada da humanidade. Trata-se de um espetáculo que oferece a palavra de Jesus falada na língua de hoje, retratando um Jesus que está ao lado do povo trabalhador das periferias do agora."


Fotos em breve
A Paixão de Cristo do Recife: Jesus, A Luz do Mundo volta a ser encenada ao vivo no Marco Zero.
Fotos em breve
A Paixão de Cristo do Recife: Jesus, A Luz do Mundo volta a ser encenada ao vivo, depois de três anos, e, pela primeira vez, foi realizada em um teatro.
Após uma experiência no universo audiovisual durante a pandemia, com a adaptação do espetáculo para sua estreia no cinema, o público vivenciou a trama de uma forma inédita nesta nova fase: no Teatro Luiz Mendonça, com uma proposta que buscou desmistificar o Cristo eurocentrado tranzendo também adaptações que mesclavamm referências históricas e contemporâneas.
Após dois anos sem a Paixão de Cristo do Recife devido à pandemia, o espetáculo chegou ao público de maneira especial: na tela grande.
A adaptação da peça teatral para o audiovisual teve pré-estreia para a classe artística em 17 de janeiro de 2022, no Teatro do Parque - e exibição para o público em geral no dia 24, ambas com acesso gratuito. Foram disponibilizados 299 ingressos por sessão. Foram lindos momentos de celebração onde pudemos ver no cinema o resultado de um trabalho de muita dedicação e amor.
Depois da estreia no Teatro do Parque, o filme A Paixão de Cristo: Jesus, A Luz do mundo ganhou a principal plataforma de streaming do mundo, o YouTube. O filme permanece disponível no nosso canal e pode ser acessado através do link abaixo.
Era abril de 2019 quando a nova Paixão do Recife, batizada de "Jesus, a Luz do Mundo" estreou. Estávamos no coração da capital, em pleno Marco Zero de tantas nossas Paixões, apresentando ao público uma inédita e valiosa versão da história de Cristo. E o que recebemos foi o melhor e mais sincero dos aplausos. Depoimentos publicados em matéria do Jornal do Commercio logo após a primeira noite de apresentação comprovavam que não poderia ser outro o resultado de uma produção feita com determinação, qualidade, apoio e com a experiência de mais de 20 anos de Paixão acumulados pela Apacepe (a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco). Foi precioso - e assim seguirá sendo.
"Foi um verdadeiro espetáculo, maravilhoso.
A mensagem que fica é a que devemos
respeitar o próximo."
Franciscleide Alcântara
"Vim pela 1ª vez e vou recomendar para
amigos assistirem.”
Mário Douglas Mendonça